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Mulheres chamam, multidões respondem: Brasil pressiona Bolsonaro na reta final da eleição

Manifestação foi protagonizada por mulheres, mas contou com participação diversa e pacífica 

Por Tatiane Alves – Fotografia: Amanda Pinheiro

Rio – A mobilização iniciada pelas mulheres através das redes sociais com a propagação e adesão da hashtag #elenão tomou corpo nas ruas de todos os estados, em mais de 150 cidades do país neste fim de semana. Foi a maior manifestação popular feminista da história do Brasil – ou das brasileiras, uma vez que houve atos em muitos outros países.

Mais uma vez, o centro do Rio foi o ponto de encontro e, sob a liderança das mulheres, uma imensa parcela de cidadãos partiu para o ataque realizando uma verdadeira festa urbana de resistência e luta contra o candidato à presidência, Jair Bolsonaro.

O ato iniciou às 15h e uma grande concentração de pessoas se reuniu na Cinelândia. Nem a Polícia Militar, nem os organizadores divulgaram números estimados de participantes, mas jornalistas acostumados a cobrirem manifestações garantem que o número superou as 100 mil pessoas. Eram principalmente mulheres que protagonizavam os protestos, denunciando os porquês do presidenciável não ser o candidato mais adequado para comandar o país nos próximos quatro anos.

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Jéssica Rebecca, 22 anos, é vestibulanda e moradora da zona norte. Ela foi incisiva quando entrevistada.

– Esse homem não representa a nós mulheres. Um homem machista, fascista e homofóbico, portanto, não pode ser presidente do Brasil… Eu só consigo imaginar o pior se ele chegar à presidência – enfatizou.

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Rede Umunna: um projeto de articulação política

Terceiro episódio da série produzida pela GloboNews traz iniciativa que promove maior participação da mulher negra no campo político

Por Tatiane Alves

Rio – Costuma-se ouvir que uma de nossas maiores necessidades políticas, é ter um sistema eleitoral que permita uma renovação no quadro parlamentar. No entanto, há seis meses, o Rio de Janeiro presenciou o assassinato de Marielle Franco (Psol), a quinta vereadora mais votada do Estado, mulher e negra, executada a tiros juntamente com seu motorista Anderson Gomes.

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Diante da ameaça do fascismo, multidão lota 11ª Caminhada pela Liberdade Religiosa

 

Por Rithyele Dantas
Mais de 5 mil pessoas – a imensa maioria fiéis de religiões afro-brasileiras – tomaram o calçadão de Copacabana neste domingo (16). 
Caminhada Liberdade Religiosa 2018-19
Foto de Rithyele Dantas | Jornalistas Pretas
Já é tradição no Rio: em janeiro o réveillon, em fevereiro o carnaval, em setembro a Caminhada Pela Liberdade Religiosa. Além da multidão vestida de branco, da Umbanda e do Candomblé, a mais tradicional caminhada pela liberdade religiosa do Rio de Janeiro teve a presença de alguns notáveis de outras religiões, como o padre Fábio de Melo e o pastor Kléber Lucas, da Igreja Batista.

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